Publicidade
Publicidade
Publicidade

Sonho da casa própria: como o programa do Paraná ajuda a pagar a entrada do imóvel e impulsiona a economia

Sonho da casa própria: como o programa do Paraná ajuda a pagar a entrada do imóvel e impulsiona a economia

(Foto: Alessandro Vieira)

Sonho da casa própria: como o programa do Paraná ajuda a pagar a entrada do imóvel e impulsiona a economia


Com aportes que variam de R$ 20 mil a R$ 80 mil, o Casa Fácil destrava o financiamento para milhares de famílias e garante emprego na construção civil.

Comprar a casa própria esbarra, quase sempre, no mesmo obstáculo: juntar o dinheiro da entrada. Para quem vive com o orçamento apertado, economizar o valor exigido pelos bancos para dar como sinal no financiamento é uma missão que pode levar décadas. É exatamente nessa dor que o programa estadual Casa Fácil Paraná atua, oferecendo um alívio imediato no bolso das famílias.

Em vez de apenas gerenciar a construção de casas, a principal linha do projeto (chamada de Valor de Entrada) entrega diretamente um subsídio de R$ 20 mil para que o cidadão pague a entrada do seu financiamento. Para a terceira idade, o benefício é ainda mais expressivo: chega a R$ 80 mil. Na prática, isso significa sair do aluguel mais rápido, com a aprovação bancária facilitada e parcelas que cabem no salário.

Publicidade

O fim da barreira da entrada no financiamento

Historicamente, o déficit habitacional no Brasil não é causado apenas pela falta de imóveis disponíveis, mas pela severa dificuldade de acesso ao crédito por parte das classes mais baixas. O pagamento inicial sempre foi o “vilão” dos programas habitacionais nacionais.

No Paraná, a estratégia da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) para driblar esse cenário já injetou R$ 1,2 bilhão em recursos diretos. Esse montante destravou a construção de 976 empreendimentos habitacionais. Em números reais, são quase 106 mil famílias paranaenses que conseguiram assinar o contrato com o banco apenas nesta modalidade. Quando somadas todas as frentes do Casa Fácil, o impacto ultrapassa a impressionante marca de 140 mil lares atendidos.

Aposentados na mira do crédito habitacional

Um dos maiores gargalos do sistema de habitação brasileiro é o financiamento para quem já passou dos 60 anos. Como o tempo permitido para quitar a dívida é menor devido às regras de risco dos bancos, o valor das parcelas sobe drasticamente, inviabilizando a compra para a imensa maioria dos idosos.

Para resolver isso, o Estado inovou com a modalidade Valor de Entrada – Terceira Idade. De forma inédita no país, pessoas com idade entre 60 e 70 anos recebem um subsídio de R$ 80 mil. Esse volume alto abate com força o saldo devedor, permitindo que as prestações fiquem acessíveis dentro de um prazo de pagamento encurtado. Até o momento, 473 idosos já foram beneficiados com essa segurança e estabilidade na reta final da vida.

Como isso afeta o estado do Paraná e a economia local

O impacto de destinar R$ 1,2 bilhão para o pagamento de entradas de imóveis vai muito além da porta para dentro das novas casas. A construção civil é conhecida como a “locomotiva da economia” porque emprega de forma rápida e consome uma imensa quantidade de insumos locais.

Para o Paraná, o programa cria um ciclo virtuoso de enriquecimento da economia regional: o cidadão consegue comprar a casa, a construtora contrata pedreiros, eletricistas e engenheiros, e o comércio do bairro vende desde tijolos até refeições para os operários. Isso blinda o estado contra o desemprego e aumenta a arrecadação sem criar novos impostos para a população.

O Casa Fácil Paraná se tornou referência no Brasil em política habitacional, por facilitar o acesso à casa própria. E mais do que a realização de um sonho, o programa também ajuda a movimentar a economia, principalmente nos pequenos municípios. Cada empreendimento construído impacta no mercado da construção civil e na geração de empregos.” — Carlos Massa Ratinho Junior, Governador do Paraná.

Ao criar um ambiente seguro para o setor imobiliário apostar no estado, o governo local garante que o Paraná continue liderando a geração de empregos com carteira assinada no sul do Brasil.

O reflexo nos municípios: do interior à capital

O programa foi desenhado com o cuidado de não se concentrar apenas nas grandes metrópoles, atraindo o interesse de construtoras de todos os portes para o interior do estado.

Com o auxílio do governo e dos parceiros envolvidos na construção civil, foi possível entender as dificuldades do setor e desenvolver um programa mais amplo, que atendesse diferentes públicos. E para as construtoras parceiras da Cohapar, ter esse subsídio é a garantia de que é possível construir moradias em diferentes municípios, independente do porte.” — Jorge Lange, Presidente da Cohapar.

Os dados mostram a força dessa capilaridade, com projetos ativos em quase 140 cidades paranaenses:

Pequenos municípios: Nova Aliança do Ivaí, a menor cidade do estado (com 1.323 habitantes, no Noroeste), recebeu 46 casas em um novo residencial.

Regiões em expansão: Em Campo Mourão, projetos como o Residencial Parque Piacentini 6 garantem moradia bem localizada e de fácil acesso ao centro.

Grandes centros: Londrina é o grande destaque, com quase 20 mil imóveis entregues ou em projeto desde 2019. Curitiba já conta com 83 empreendimentos (10,4 mil unidades) e Ponta Grossa com 85 projetos (8,9 mil unidades).

Outras frentes: aluguel social e erradicação de favelas

Para as famílias em situação de vulnerabilidade, que não têm condições de arcar sequer com parcelas subsidiadas de financiamento, o Paraná executa outras três modalidades de amparo habitacional:

Casa Fácil Viver Mais: Condomínios fechados para idosos (sozinhos ou casais) pagarem apenas um aluguel social. O espaço oferece lazer, saúde e assistência social no local. Nove já foram entregues (em cidades como Foz do Iguaçu, Cascavel e Guarapuava) e 23 estão a caminho.

Casa Fácil Municípios: Focado em cidades com até 25 mil habitantes e famílias com renda de até dois salários mínimos. O Estado banca a obra, a Prefeitura cede o terreno e as famílias recebem a casa sem custo algum.

Vida Nova: Retira moradores de áreas de risco e favelas, reassentando essas famílias em locais seguros. Em paralelo, o projeto promove a recuperação ambiental das áreas degradadas que foram desocupadas.

O que você precisa saber em resumo

  • Apoio financeiro na veia: A principal frente do programa paga R$ 20 mil na entrada do primeiro imóvel para o público geral, chegando a R$ 80 mil de bônus para idosos entre 60 e 70 anos.
  • Motor da economia local: Com 976 empreendimentos habitacionais, a iniciativa injetou mais de R$ 1,2 bilhão no mercado, aquecendo o setor de construção civil e gerando empregos em cerca de 140 municípios do Paraná.
  • Cobertura social total: Além de ajudar na compra, o programa atende famílias de baixíssima renda com moradias gratuitas em cidades pequenas, vilas para idosos com aluguel social e erradicação de áreas de risco.
Sonho da casa própria: como o programa do Paraná ajuda a pagar a entrada do imóvel e impulsiona a economia
(Foto: Ricardo Ribeiro)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *