(Foto: Carlitos Marinho)
Safra do caqui no Paraná: produção bate 6 mil toneladas e preços caem no varejo
Com preços em queda nos supermercados e alta qualidade nas Ceasas, a fruta de outono garante bons negócios para os produtores e mesa farta para o consumidor. Arapoti lidera a produção no Estado.
O outono chegou e, com ele, as prateleiras dos supermercados e feiras do Paraná ganham o colorido de uma das frutas mais aguardadas da estação: o caqui. Com a safra entrando em seu período de maior oferta — que vai de março a junho —, o consumidor encontra produtos mais frescos e baratos, enquanto o agricultor celebra a boa valorização no atacado.
Mesmo enfrentando desafios climáticos e fitossanitários (como a praga da antracnose) na última década, o Paraná se consolidou como uma potência agrícola nesse segmento. Atualmente, o Estado é o 5º maior produtor de caqui do Brasil, tanto em volume quanto em Valor Bruto de Produção (VBP).
Os números de uma safra milionária
No último levantamento consolidado pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), referente ao ano de 2023, o campo paranaense demonstrou a força dessa cultura de clima ameno:
- Área cultivada: 470 hectares.
- Volume colhido: 6,2 mil toneladas.
- Valor movimentado (VBP): R$ 18,2 milhões.
De onde vem o caqui do Paraná?
A produção estadual é puxada pelas regiões mais frias. Essa é uma condição ideal para o desenvolvimento do caqui, que é extremamente sensível aos extremos climáticos, como a seca severa ou o excesso de chuva.
Confira como o Estado se divide na produção da fruta:
| Núcleo Regional | Participação na produção estadual |
| Curitiba | 29,1% |
| Ponta Grossa | 21,3% |
| Cornélio Procópio | 11,8% |
| Apucarana | 11,4% |
Quando olhamos para as cidades de forma individual, Arapoti desponta como a verdadeira “capital do caqui” no Estado, respondendo sozinha por 13,6% de toda a colheita paranaense. O pódio é completado por Bocaiúva do Sul (7,9%) e Porto Amazonas (6,2%).
O salto nas exportações paranaenses
O Brasil produz, em média, 165,3 mil toneladas de caqui por ano, com São Paulo e Rio Grande do Sul liderando o ranking nacional. A qualidade da fruta brasileira tem conquistado o exterior, chegando a 34 destinos — com destaque para os exigentes mercados dos Países Baixos, Canadá e Estados Unidos.
O Paraná tem surfado com força nessa onda de internacionalização. Em 2025, as exportações paranaenses de caqui geraram uma receita de US$ 369 mil. O valor representa um salto impressionante de 248% em relação ao faturamento obtido no ano anterior, em 2024 (US$ 106 mil).
Preço favorável: a hora de comprar é agora
Nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR), as variedades mais comercializadas — chocolate, fuyu e taubaté — estão com grande rotatividade. O cenário atual cria uma relação vantajosa nas duas pontas da cadeia:
- Para o produtor: Houve uma valorização no atacado, com agricultores recebendo até R$ 148,11 pela caixa de 20 kg.
- Para o consumidor: No varejo, a injeção da safra nas gôndolas já provocou uma redução de preço de até 21% em relação ao mês anterior.
O engenheiro agrônomo e analista do Deral, Paulo Andrade, recomenda que a população aproveite as próximas semanas para consumir a fruta:
“Para os próximos meses, a expectativa é que a oferta continue robusta, apesar das variações climáticas. A recomendação técnica para o consumidor é priorizar a compra durante este pico de safra, quando o equilíbrio entre oferta e demanda nas Ceasas garante frutas de alta qualidade com os melhores preços do ano.”

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